segunda-feira, 17 de julho de 2017

Prefeitura de Afogados manda Vigilância Sanitária invadir e apreender materiais do Casa de Taipa Bar


O Bar Casa de Taipa, localizado na Avenida Rio Branco, no centro da cidade de Afogados da Ingazeira, foi foco na Vigilância Sanitária na noite do ultimo sábado 15, enquanto o bar funcionava normalmente com a presença de grande clientela que prestigiava o ambiente com música ao vivo.

A dona do bar e os clientes foram surpreendidos com a equipe da Vigilância sanitária que alterados usando do abuso de poder, apreenderam materiais, quebraram mesas além de outros objetos do bar pelo simples fato na mesma atender parte de sua clientela ao ar livre, na calçada de seu estabelecimento.

Os clientes e a dona do estabelecimento não entenderam o real motivo, o que causou revolução na cidade de Afogados da Ingazeira contra a ação da Vigilância e ao prefeito José Patriota, que estava nas proximidades do local no momento da abordagem.

-"O Casa De Taipa Bar foi construído a anos atrás com muito esforço e suor. Eu me dediquei de alma a esse estabelecimento e foram muitas noites de sono perdidas para que meu sonho se tornasse realidade. Cada detalhe, da tinta das paredes a escolha das chitas no teto, dos desenhos, quadros e telas, cada minúsculo detalhe foi escolhido e planejado com o maior amor do mundo.

Houve um tempo em que meus clientes podiam se divertir sem ter medo de terem suas mesas arrastadas, seus tira gostos jogados no chão, suas garrafas de bebida quebradas e uma falta de respeito absurda e desumana. Hoje olho pra trás e sinto uma enorme vontade de chorar e uma tristeza absurda invade minha alma. Fui tratada como uma criminosa. Eu, que sempre trabalhei honestamente junto com todos os meus funcionárias que assim como eu, passam noites de sono e muita correria para atender os clientes que com o maior cuidado e respeito do mundo.

Eu, que construí  meu estabelecimento com suor e muito esforço, sem depender de ajuda de prefeitura. Eu, que sou cidadã, mãe e mulher que gera emprego e dinheiro pra essa cidade que só me trata como lixo. Meu estabelecimento é de onde eu tiro o sustento da minha família e dos meus funcionários. Perdi a conta de quantas mães já me agradeceram por seus filhos terem um lugar de família para se divertir sem precisar ir pra outra cidade correndo o risco de sofrer um acidente na estrada.

É isso que vocês querem destruir? Um ambiente tranquilo e familiar que só tem alegria e impede que muitos jovens saiam da cidade e suas mães sofram com suas mortes? Se ao menos essa “lei” servisse para todos e não fosse dois pesos e duas medidas. Se ao menos essa “lei” que só existe nessa cidade punisse a todos de forma geral e não apenas os estabelecimentos que não são de funcionários da prefeitura, talvez eu estivesse um pouco conformada. Mas não, não é isso que acontece.

Cansei de ver e tenho provas de muitos estabelecimentos que descumpriram essa “regra de não ultrapassar a faixa” e continuam com suas mesas e não tiveram nenhuma punição. Pra que isso? Se ao menos eles tivessem algum respeito com as pessoas que estavam ali se divertindo e com meus funcionários que estavam trabalhando honestamente e não estavam fazendo mal a ninguém. Mas não, nos trataram como lixo. Isso é um absurdo sem tamanho.

Desde quando vigilância é pra prender mesas? E os animais que vivem soltos nas ruas causando acidentes? Onde está a vigilância para fazer alguma coisa? Eu lhes respondo. Estão destruindo meu estabelecimento. Estão impedindo que eu faça o meu trabalho, estão tirando dos meus funcionários o direito de trabalhar. Estão acabando com a cidade e seu desenvolvimento financeiro. Parem de atrapalhar quem só está tentando trabalhar honestamente e vão cuidar do trabalho de vocês, parem de tentar roubar o trabalhador. Isso mesmo. ROUBAR. Por que o preço que vocês cobram pra eu poder retirar MINHAS mesas é um assalto.

Eu só quero trabalhar, só quero ver meu estabelecimento funcionando e meus funcionários trabalhando. Será que é pedir demais. Onde já se viu uma prefeitura que só prejudica o empregador e não ajuda ele a gerar empregos na cidade? O que acontece com a vida dos meus funcionários se meu estabelecimento falir e fechar ? O que acontece com a minha família? Acho que vocês não pensam nas consequências que esse absurdo pode causar. Parem e pensem, essa “lei” está ajudando ou destruindo a cidade?"

Desabafa Valquiria, proprietária do Casa de Taipa Bar.

Fonte: Blog do Cauê Rodrigues

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