“O PMDB não tem dono”, afirmou o presidente do Senado, José Sarney, na sessão solene do Congresso Nacional que marcou o 46º aniversário do Partido do Movimento Democrático Brasileiro.
Sarney disse que muitas vezes a opinião pública tem a impressão de que o partido enfrenta lutas internas. Isso, segundo ele, é reflexo da democracia.
— Os outros partidos têm donos. Nós não temos, porque somos um partido de todos, um partido do povo brasileiro.
O vice-presidente da República, Michel Temer — que participou da sessão ao lado dos ministros da Previdência, Garibaldi Alves Filho, e de Assuntos Estratégicos, Moreira Franco —, destacou o papel do PMDB na construção do novo Estado brasileiro.
O presidente do partido, Valdir Raupp (RO), citou números. Além do vice-presidente e cinco ministros, o PMDB tem cinco governadores, 1.175 prefeitos, 906 vice-prefeitos, 21 senadores, 80 deputados federais, 152 deputados estaduais e 8.495 vereadores, além de 2,4 milhões de filiados. Líder no Senado, Renan Calheiros (AL), disse que o partido tem sido o “pilar da governabilidade” e lamentou que esse conceito seja valorizado apenas nas crises:
— Em tempos democráticos e estáveis, a governabilidade é até tratada pejorativamente.
Eunício Oliveira (PMDB-CE) enumerou avanços sociais que só se viabilizaram com o apoio do PMDB, como Plano Real, Lei de Responsabilidade Fiscal, Bolsa Família e Ficha Limpa.
Eunício Oliveira (PMDB-CE) enumerou avanços sociais que só se viabilizaram com o apoio do PMDB, como Plano Real, Lei de Responsabilidade Fiscal, Bolsa Família e Ficha Limpa.
Romero Jucá (PMDB-RR) e Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) disseram que a história da legenda mistura-se com a da resistência democrática. Para Jucá, o partido formou-se na adversidade e enfrentou o arbítrio do regime de exceção.
Ana Amélia (PP-RS) afirmou que é preciso “sempre seguir o exemplo de Ulysses Guimarães, que defendia a política dos honestos e criticava a política dos interesses”.
Jornal do Senado
46 anos PMDB

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