A reunião que aconteceria
nesta sexta-feira entre o secretário da SDS/PE (Secretaria de Defesa Social do
Estado de Pernambuco), Ângelo Gioia, os comandantes da Polícia Militar e do
Corpo de Bombeiros, e os dirigentes das associações, para discutir a negociação
salarial da categoria foi cancelada. O comandante-geral da PM-PE, Coronel
Carlos D’Albuquerque, alegou “a intransigência dos policiais, que seguem sem
querer colocar todo o efetivo na rua e resolveram sair do PJEs (Programa de
Jornada Extra de Segurança)” como motivo do cancelamento. Novas negociações
estão marcadas para o dia 4 de janeiro.
Os PMs e os Bombeiros
estão em operação padrão – sem realização de horas extras – em Pernambuco desde
o dia 6 de dezembro. Devido à ameaça de greve por parte da categoria, algo que
foi descartado na assembleia do dia 9, o governador Paulo Câmara (PSB) solicitou
ao Governo Federal, como medida preventiva, a transferência de tropas dos três
poderes das Forças Armadas à Região Metropolitana do Recife. O deslocamento
custou R$ 270 mil aos cofres públicos e a permanência das tropas vem tendo mais
de R$ 2 milhões de reais de custo.
Existe a possibilidade da
Força Nacional se juntar aos mais de 3 mil soldados da Marinha, Exército e
Aeronáutica que estão em território pernambucano para reforçar a segurança.
Em entrevista ao Diário, o
presidente da Associação dos Cabos e Soldados de Pernambuco (ACS-PE),
Albérisson Carlos, lamentou o cancelamento do encontro. “Recebemos com surpresa
e de maneira muito lamentável essa péssima notícia para a população”, afirmou.
Segundo Alberisson, existe
um tratamento diferente aos policiais por parte do governo. “Querem
hierarquizar uma categoria”, disse. “O Governo não está muito preocupado em solucionar este
problema”, completou. Para o presidente da entidade, tamanho impasse reforça
que “o Governo do Estado quer intervir numa instituição privada”.
Com
informações de Gabriel Trigueiro/Diário de Pernambuco
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