Os policiais militares (PMs) que agrediram um homem durante abordagem em Cândido Mota, no interior de São Paulo, no dia 17 de dezembro do ano passado, são suspeitos de assediar uma adolescente, de 16 anos, que estava acompanhando o abordado.
Os agentes Eduardo Jamarino Serraglio e Renan Pereira Rodrigues, do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), foram identificados no boletim de ocorrência (BO).
Eles foram flagrados em vídeo, gravado por uma testemunha, agredindo Gustavo Sabino de Oliveira Silva, de 24 anos. O jovem estava algemado no momento das agr3ssões.
As imagens mostram os PMs exigindo a senha do celular do suspeito, sem ter um mandado judicial – documento necessário para acessar o conteúdo de um aparelho, conforme prevê o Código de Processo Penal (CPP) com respaldo na Constituição Federal.
Em dado momento, um dos PMs questiona Gustavo se o celular pertence “a essa vagabunda”. O agente se refere à adolescente de 16 anos, que testemunhou a abordagem.
Procurada pela reportagem, a garota não quis se manifestar por medo, já que disse que vem sofrendo ameaças pelas forças de segurança de Cândido Mota desde o episódio. Ela contou apenas que cerca de 10 policiais participaram da ação. Até o momento, os demais agentes não foram identificados.
Testemunhas detalharam à reportagem os supostos assédios cometidos pelos policiais. Segundo quem estava presente, a abordagem iniciou em um bar. Gustavo, ao ver os PMs, fugiu, e foi abordado mais à frente, em uma casa, pelos agentes Serraglio e Rodrigues.
A adolescente ficou detida no bar com outros agentes, do mesmo batalhão, sem a presença de nenhuma policial feminina. Relatos apontam que os PMs exigiram que ela tirasse a roupa em um banheiro do estabelecimento para verificar se a garota não portava drogas no corpo.
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Reprodução/Material cedido ao Metrópoles

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