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quinta-feira, 9 de abril de 2026

"NÃO ERA PRA TER ATIRADO', DIZ PM A SOLDADO QUE MATOU MULHER EM SÃO PAULO; CÂMERA CORPORAL MOSTRA QUE MULHER MORTA POR PM NA ZONA LESTE DE SP NÃO ENCOSTOU EM RETEOVISOR NEM INICIOU BRIGA.

Imagens de câmeras corporais divulgadas em abril de 2026 pela Globo trouxeram novos elementos sobre a ocorrência envolvendo Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, na zona leste de São Paulo.

As gravações indicam que ela não tocou na viatura, não danificou o retrovisor e tampouco iniciou agressão física, contrariando a versão inicialmente registrada no boletim.

O material mostra que a aproximação do veículo ocorreu antes do início da discussão, alterando a compreensão dos fatos.

Nas imagens, a agente identificada como Yasmin Cursino Ferreira desce da viatura e efetua um disparo na direção da mulher, que caminhava ao lado do companheiro.

Logo após o ocorrido, outro integrante da equipe, questiona a atitude da colega, demonstrando surpresa com a ação.

A justificativa apresentada posteriormente pela agente foi a de que teria sido atingida no rosto durante a abordagem, versão que não aparece de forma clara nas imagens divulgadas.

Como consequência, a agente teve o armamento recolhido e foi afastada das funções, enquanto os órgãos responsáveis conduzem a apuração do caso. O companheiro de Thawanna relatou que ela permaneceu caída por vários minutos até ser socorrida e levada ao pronto atendimento, onde não resistiu.

O episódio segue em investigação e levanta discussões sobre procedimentos em abordagens e o uso de câmeras corporais como ferramenta de esclarecimento. 

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