Caio Vinicius de Oliveira, de 15 anos, m0rreu na madrugada de quinta-feira (25) após ter sido atendido e liberado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila Prado, em São Carlos, interior de São Paulo. O laudo do Serviço de Verificação de Óbitos apontou choque circulatório e torção da alça intestinal como causa da m0rte.
Na madrugada de quarta-feira (24), Caio acordou com vômitos intensos e fortes dores abdominais. A mãe, Beatris Regina de Lima, o levou de carro até a UPA, onde ele foi atendido por duas médicas.
"A médica não fez nada, nem relou nele. Só olhou para ele e medicou", relatou.
Segundo Beatris, nenhum exame foi solicitado. O adolescente recebeu medicações na veia, incluindo dipirona, buscopan, cimetidina, decadron e dramin, e foi liberado pela manhã após apresentar melhora nos sintomas.
"Eu falei que ele não parava de vomitar, estava com muita dor na barriga. Ele não parava de se contorcer na frente dela. Retornei e falei que não dava para levar ele embora e deram outra medicação. Uma delas disse que deveria ser uma virose", disse a mãe.
A Prefeitura de São Carlos confirmou, em nota, que Caio deu entrada na UPA às 5h17, foi atendido às 5h33 com queixa de dor na região superior do abdômen e vômitos, passou por reavaliação às 7h18 e recebeu alta porque não apresentava sinais de alerta pela equipe médica. A administração não informou se exames complementares foram cogitados ou solicitados.
Ao longo do dia de quarta, o adolescente permaneceu debilitado, com fraqueza e dificuldade para ficar em pé. Na madrugada de quinta, Caio acordou com dor no peito e tontura, perdeu a consciência no sofá de casa e não resistiu. A família acionou o Samu, que enviou uma primeira unidade às 3h25. Ela chegou ao local às 3h31 e uma segunda equipe com médico chegou às 3h48. As manobras de reanimação foram iniciadas, mas sem sucesso.
A mãe questiona tanto o atendimento na UPA, por entender que os sintomas do filho não foram devidamente investigados, quanto a atuação inicial da equipe do Samu na chegada à residência.
Ela registrou boletim de ocorrência e afirma ter imagens de câmeras de segurança da residência. O caso foi registrado como morte natural pela Polícia Civil. A família aguarda possíveis desdobramentos. O sepultamento de Caio foi realizado nesta sexta-feira (26) no Cemitério Santo Antônio, em São Carlos.

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