Florianópolis dorme, mas em Piratininga, Niterói, a noite de 11 de agosto de 2011 não terminou. Patrícia Acioli era a juíza mais temida do Rio: tinha mandado 60 policiais militares para a cadeia, gente de grupos de extermínio que matava e cobrava pra deixar viver.
Naquela madrugada, ela voltava do fórum de São Gonçalo no seu Fiat Idea e parou em frente de casa. Não teve tempo nem de desligar o motor.
Homens encapuzados cercaram o carro e despejaram 21 tiros — ela morreu antes de abrir a porta.
A investigação revelou o que ninguém queria acreditar: o mandante era o próprio comandante do 7º BPM de São Gonçalo, o batalhão que deveria protegê-la.
Onze PMs foram condenados em 2014. A juíza que julgava a polícia foi executada pela polícia que julgava.

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