O Estado de Pernambuco foi condenado a indenizar o pai de um jovem que foi morto por engano durante ação da Polícia Militar contra assaltantes no município do Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife. O valor determinado pela Justiça foi de R$ 500 mil. Ainda cabe recurso.
A coluna Segurança teve acesso a detalhes do processo. De acordo com as investigações, uma operação policial foi deflagrada pelo Grupo de Apoio Tático Itinerante (Gati) do 18º Batalhão para capturar assaltantes, que estariam mantendo moradores do bairro Malaquias sob ameaça.
Durante a ação, um tiro atingiu Rosinaldo de Lima e Silva, que estava em casa e teria sido confundido com os criminosos. A vítima chegou a ser socorrida e encaminhada pela PM para uma unidade de saúde, mas não resistiu. O caso ocorreu em 17 de junho de 2018.
Durante a investigação da Polícia Civil, ficou comprovado que o tiro que matou o rapaz partiu de uma arma de fogo da Polícia Militar. Em depoimento, o PM Roosevelt Alves de Almeida Filho confirmou que realizou o disparo com o objetivo de rebater os tiros efetuados pelos criminosos.
O inquérito concluiu que o tiro foi acidental e ele foi indiciado por homicídio culposo (sem intenção de matar). O Ministério Público, no entanto, decidiu por denunciá-lo por homicídio doloso. O militar virou réu na em maio deste ano. O processo criminal está sendo conduzido pela Vara Regional do Tribunal do Júri do Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca, ainda sem previsão de julgamento.
A ação com pedido de indenização por danos morais foi apresentada pelo pai da vítima, Isaias de Lima e Silva. O Estado apresentou contestação, sustentando que os policiais agiram no estrito cumprimento do dever legal.
Foto: Jailton Jr/JC *colunaseguranca *card *lv
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