*Por Raphael Guerra, do JC*
Três policiais militares foram presos acusados pelo crime de tortura com resultado morte de um homem no município de Gravatá, no Agreste de Pernambuco. Denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) apontou que os agentes praticaram a violência para que a vítima informasse a suposta localização de drogas.
As prisões preventivas dos policiais foram determinadas por decisão unânime dos desembargadores da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), na última semana, a pedido do MPPE.
Foram recolhidos ao Centro de Reeducação da Polícia Militar (Creed), em Abreu e Lima, o 2º sargento Rogério Cristovão de Arruda (lotado no Batalhão de Operações Especiais (Bope), o 3º sargento Marcos Fernandes Barros Filho e o cabo David Raniere de Albuquerque – ambos da 5ª Companhia Independente da PMPE.
Segundo denúncia do MPPE, Renato Lourenço da Silva Nascimento foi abordado por policiais militares nas proximidades da Ponte do Comércio, após informações de que estaria envolvido com o tráfico de drogas, na noite de 29 de janeiro de 2024.
Os policiais envolvidos na ação alegaram que o homem estava com três porções de maconha no momento da abordagem. A partir de então, de acordo com o MPPE, a vítima permaneceu algemada e sob custódia policial, sendo conduzida à casa da mãe e depois à da namorada, onde foram realizadas buscas e supostamente foram encontradas drogas e uma balança de precisão.
A acusação sustenta que, nesse período, Renato foi submetido a violências física e psicológica para que fornecesse informações e confessasse a localização de drogas supostamente pertencentes a ele e a um conhecido traficante do município.
Os três PMs teriam seguido com a vítima em um veículo particular até o Bosque dos Universitários, às margens do Rio Ipojuca. No local, ainda segundo o MPPE, a vítima foi torturada para que fornecesse mais informações sobre drogas.
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