A Polícia Militar (PM) recomendou a expulsão do soldado Guilherme Augusto Macedo, acusado de at1rar e m4tar o estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta, de 22 anos, no âmbito do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que apura a abordagem policial ocorrida em 2024, na Vila Mariana, zona sul de São Paulo.
Macedo responderá por h0micídio qualificado na Justiça comum. Ele e o soldado Bruno Carvalho do Prado, que também estava na ocorrência, irão a júri popular. A Justiça negou o pedido de absolvição protocolado pela defesa dos PMs.
O Metrópoles entrou em contato com a defesa do soldado. “Acreditamos que se trata de uma decisão afoita, talvez por conta de pressões externas ao procedimento. A defesa espera que as demais autoridades da PMESP avaliem com mais cautela os fatos”, afirmou o advogado Leonardo Duarte.
Procurada, a Polícia Militar informou que “o respectivo processo administrativo disciplinar permanece em tramitação, dentro do prazo legal, observadas as etapas regulamentares e o devido processo legal”.
“Tão logo a análise pela autoridade competente seja concluída, o resultado será publicado conforme prevê a legislação vigente”, completou.
No boletim de ocorrência, os PMs alegaram que Marco Aurélio Cardenas estaria “bastante alterado e agr3ssivo” e teria resistido à abordagem policial. Além disso, o documento aponta que, “em determinado momento, [Marco Aurélio] tentou subtrair a arm4 de fogo que o soldado Prado portava, quando então o soldado Augusto efetuou um único d1sparo, a fim de impedi-lo”.
As imagens do circuito interno do hotel mostram, no entanto, que o PM Augusto at1rou após o soldado Prado dar um chute no estudante, ter a perna segurada por ele e cair para trás, desequilibrado. Em vídeo divulgado, não é possível ver Marco Aurélio tentando pegar a arm4 do agente – ao contrário do que foi narrado na delegacia.
Fonte: metropoles.com

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