A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo concluiu que a soldado Yasmin Cursino Ferreira agiu com intenção de mat4r Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, durante uma ocorrência em Cidade Tiradentes, na Zona Leste da capital. O caso aconteceu na madrugada de 3 de abril.
Segundo a apuração, há indícios de h0m1cíd1o doloso qualificado e não foram encontrados elementos que sustentem a alegação de legítima defesa. O relatório final foi encaminhado à Justiça Militar. Yasmin está afastada do cargo desde o episódio.
Thawanna estava desarmada quando foi atingida por um disp4ro no abdome. Ela permaneceu cerca de 30 minutos no chão até receber atendimento e morreu horas depois. Em 10 de abril, o Instituto Médico Legal (IML) apontou hem0rragia interna aguda como causa da morte.
O Inquérito Policial Militar, concluído em 1º de junho, considerou que não havia risco iminente à vida que justificasse o emprego de força letal. A investigação também avaliou que não ficou demonstrado um uso progressivo da força antes do tiro e classificou a reação como inadequada, desnecessária e desproporcional.
A versão apresentada pelos policiais afirma que Thawanna teria dado um t4pa no rosto de Yasmin e avançado contra ela. Uma testemunha, porém, relatou que a discussão teria sido iniciada pela própria soldado e que o disp4ro ocorreu após a policial recuar dois passos, sem ordem verbal.
Imagens da câmera corporal de Weden Silva Soares tiveram papel central na investigação. O equipamento registrou divergências entre os relatos dos agentes e o que ocorreu durante a abordagem. Yasmin não utilizava câmera corporal.
O relatório também apontou indícios de transgressão disciplinar de Weden por descumprimento do procedimento de abordagem de pessoa a pé, mas não identificou indícios de crime militar ou comum praticado por ele.
Thawanna era mãe de cinco filhos e trabalhava como ajudante-geral.
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