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terça-feira, 15 de setembro de 2026

CORREGEDORIA DA PM CONCLUI QUE SOLDADO TEVE INTENÇÃO DE MATAR MULHER DURANTE ABORDAGEM NA ZONA LESTE DE SP.

A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo concluiu que a soldado Yasmin Cursino Ferreira agiu com intenção de mat4r Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, durante uma ocorrência em Cidade Tiradentes, na Zona Leste da capital. O caso aconteceu na madrugada de 3 de abril.

Segundo a apuração, há indícios de h0m1cíd1o doloso qualificado e não foram encontrados elementos que sustentem a alegação de legítima defesa. O relatório final foi encaminhado à Justiça Militar. Yasmin está afastada do cargo desde o episódio.

Thawanna estava desarmada quando foi atingida por um disp4ro no abdome. Ela permaneceu cerca de 30 minutos no chão até receber atendimento e morreu horas depois. Em 10 de abril, o Instituto Médico Legal (IML) apontou hem0rragia interna aguda como causa da morte.

O Inquérito Policial Militar, concluído em 1º de junho, considerou que não havia risco iminente à vida que justificasse o emprego de força letal. A investigação também avaliou que não ficou demonstrado um uso progressivo da força antes do tiro e classificou a reação como inadequada, desnecessária e desproporcional.

A versão apresentada pelos policiais afirma que Thawanna teria dado um t4pa no rosto de Yasmin e avançado contra ela. Uma testemunha, porém, relatou que a discussão teria sido iniciada pela própria soldado e que o disp4ro ocorreu após a policial recuar dois passos, sem ordem verbal.

Imagens da câmera corporal de Weden Silva Soares tiveram papel central na investigação. O equipamento registrou divergências entre os relatos dos agentes e o que ocorreu durante a abordagem. Yasmin não utilizava câmera corporal.

O relatório também apontou indícios de transgressão disciplinar de Weden por descumprimento do procedimento de abordagem de pessoa a pé, mas não identificou indícios de crime militar ou comum praticado por ele.

Thawanna era mãe de cinco filhos e trabalhava como ajudante-geral.

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