O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) e a Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) se manifestaram, na noite desta sexta-feira (30/10), sobre a abordagem policial sofrida pela jornalista Deborah Sena, do canal Auriverde Brasil, durante uma transmissão ao vivo na área externa da Chapelaria do Anexo IV da Câmara dos Deputados.
Segundo a jornalista, ela chegou ao local por volta das 8h30 para realizar uma transmissão ao vivo na área externa da entrada do anexo IV. Por volta de 11h, uma viatura com dois policiais armados chegou e abordou a profissional enquanto ela estava no ar.
A nota conjunta da SJPDF e da FENAJ afirmou que “ainda que procedimentos de identificação e segurança sejam legítimos, sua aplicação deve respeitar o trabalho da imprensa, evitando constrangimentos e interferências desnecessárias”.
As entidades consideraram “injustificável que uma transmissão jornalística seja prejudicada por uma abordagem de rotina sem demonstração de urgência”. Segundo a nota, a segurança institucional não pode se sobrepor arbitrariamente à liberdade de imprensa e ao direito de informar.
De acordo com o texto publicado, a SJPDF e a FENAJ cobrarão explicações da Câmara dos Deputados sobre o episódio e providências para garantir que situações semelhantes não se repitam.
Ao Metrópoles, Deborah afirmou que foi abordada “como se fosse uma delinquente”. “Ele se aproximou de mim dizendo que queria conversar, eu disse que estava ao vivo enquanto estava com o microfone desligado. Ele ficou ali do meu lado, inspecionou meus equipamentos, olhou para os meus crachás do Congresso”, disse.

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