Santa Catarina - Uma operação
deflagrada pela Polícia Civil de Santa Catarina já resultou na prisão de 25
pessoas suspeitas de estarem envolvidas com a onda de atentados que, desde o
dia 30 de janeiro, resultou em 106 ocorrências em 32 cidades catarinenses.
Além dos 25 novos presos, outras
45 pessoas que já se encontravam detidas em cadeias estaduais voltaram a
receber voz de prisão, acusadas de mandar, planejar ou executar os ataques
contra agentes de segurança pública, bases policiais, ônibus e veículos
particulares.
As 70 ordens de prisão já
cumpridas até a tarde deste sábado são parte dos 97 mandados expedidos pela
Justiça a pedido das autoridades policiais. Agentes de 12 cidades participam diretamente
da operação, deflagrada na noite de sexta-feira (15).
Segundo a Polícia Civil de Santa
Catarina, até o fim da manhã deste sábado, 15 pessoas foram presas apenas na
Grande Florianópolis. Entre elas está Bruno Miranda, o Bruno da Maloca.
De acordo com a polícia, Bruno é
considerado o braço direito dos líderes de uma facção criminosa que estão
presos. Ele seria encarregado de levar informações de dentro dos presídios da
Grande Florianópolis para as pessoas de fora e por recrutar executores para promoção
de atentados.
Mais cedo, ao participar de uma
entrevista coletiva junto com o governador do estado, Raimundo Colombo, o
ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, confirmou as prisões e revelou que,
entre os detidos, há advogados suspeitos de envolvimento com organizações como
o Primeiro Grupo da Capital (PGC), acusada de estar detrás dos atentados.
Cardozo defendeu que a atuação dos advogados seja rigorosamente investigada.
“Se existem provas de que
advogados não agem como advogados, mas sim que atuam como membros de
quadrilhas, eles devem responder à lei. Não há que se pensar em privilégios.
Falo isso como advogado, pois o espírito corporativo é legítimo quando defende
prerrogativas, e não privilégios”, disse Cardozo.
Durante a coletiva, Cardozo e
Colombo anunciaram algumas medidas de combate aos criminosos, como a
transferência de 40 presos de unidades prisionais catarinenses para
instituições federais de segurança máxima em outros estados e a realização, a
partir deste sábado, de uma operação que, nas palavras do ministro, visa
"asfixiar financeiramente as organizações criminosas" por meio do
"cerco policial nas divisas terrestres, aéreas e marítimas do
estado".
Reportagem da Agência Brasil


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