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Ministério Público de Alagoas afirmou ontem que jurados do caso PC
Farias votaram sob intimidação e quebraram o princípio da
incomunicabilidade do júri, por manterem contatos externos durante o
julgamento.
Para a Promotoria, esses novos elementos reforçam a
necessidade de anulação do julgamento que inocentou, na semana passada,
os quatro ex-seguranças de Paulo César Farias, ex-tesoureiro da campanha
presidencial de Fernando Collor, encontrado morto em 1996 ao lado da
namorada, Suzana Marcolino.
Segundo o promotor
Marcos Mousinho, uma jurada disse que no dia 7, segundo dia do
julgamento, seu marido foi perseguido por um carro preto que tentou
provocar um acidente. O marido viajava para levar objetos pessoais à
mulher no hotel em que os jurados ficaram hospedados.
A mulher, segundo o
promotor, recebeu os objetos no dia 8, soube da ameaça e relatou no dia
seguinte o fato para outra jurada, que entrou em crise de choro e
afirmou que iria absolver os réus porque 'tinha medo de morrer'.
No dia
10, quando decidiram inocentar os réus, todos os sete jurados já sabiam
do fato, afirmou Mousinho. ''Agora, com essa ameaça comprovada, não vou
precisar nem entrar no mérito da questão. Vou pedir a anulação absoluta
do júri por ameaça de morte contra uma das juradas e por quebra do
princípio da incomunicabilidade entre eles', completou. (Folha do
S.Paulo)

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