As câmeras corporais (bodycams) de dois policiais militares (PMs) da Rota — o 1º Batalhão de Polícia de Choque — não gravaram um suposto flagrante no Morro do São Bento, em Santos, no litoral de São Paulo, em 11 de junho do ano passado. A ausência das imagens levou à absolvição de dois homens, ambos de 34 anos, acusados de tráf1co de dr0gas.
Em decisão de dezembro, a juíza Lívia Maria de Oliveira Costa, da 2ª Vara Criminal de Santos, destacou que os PMs adentraram o imóvel onde foram encontrados entorpecentes sem mandado judicial.
Somado a isso, com um lapso de 1h40 na gravação das imagens, no momento mais crítico da ocorrência, não ficou provada a versão dos policiais — que b4learam um dos suspeitos, alegando legítima defesa.
Dois PMs da Rota prestavam apoio a uma ação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) no Morro do São Bento, na manhã de 11 de junho de 2025, conforme denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP).
Os agentes cumpriam um mandado de busca e apreensão em um endereço na rua Assunção de Nossa Senhora, quando foram informados de que um imóvel na rua Santa Cecília, a 350 metros de distância, era utilizado para armazenamento de dr0gas.
Os PMs forçaram a entrada do imóvel e encontraram um dos suspeitos no banheiro. Segundo a denúncia, o homem tentou sacar uma arm4 de fogo quando foi atingido por um dos policiais.
Em buscas no imóvel, os agentes encontraram mais um dos suspeitos, que estava portando um radiocomunicador. Eles também afirmaram ter localizado uma mochila com 352 porções de c0caína, 277 pedras de cr4ck e m4conha porcionada em um tijolo e em 139 papelotes, e também em pacotes de 218 e 147 gramas, além de 31 pedras de hax1xe.
Na mochila havia balança de precisão, caderno com anotações relacionadas ao tráf1co de dr0gas, R$ 955,30 em espécie, e uma arm4 de fogo, relacionada ao suspeito b4leado. Em um armário, foi encontrado mais um tijolo de m4conha.
Foram apreendidos um aparelho celular, um rolo de papel filme, uma mochila, dois rádios transmissores, diversos carregadores e cabos USB, várias embalagens de plástico e duas pilhas/baterias.
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Fábio Vieira/Metrópoles

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