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quinta-feira, 7 de maio de 2026

Quem era a Juíza morta após coleta de óvulos para reprodução assistida.

Morta na quarta-feira (6/5) após um procedimento de reprodução assistida, a juíza Mariana Francisco Ferreira, 34, havia assumido o posto no Juizado da Vara Criminal de Sapiranga, Rio Grande do Sul, há cerca de três meses. O caso aconteceu em uma clínica de Mogi das Cruzes, região metropolitana de São Paulo, onde a vítima realizou a coleta de óvulos para fertilização in vitro.

Nascida em Niterói, no Rio de Janeiro, Mariana tinha, desde a adolescência, o sonho de se tornar juíza. Ela começou a se preparar para a carreira em 2018. Cinco anos depois, em 2023, foi aprovada no concurso para 1ª Vara Judicial da Comarca de Parobé, também no estado gaúcho.

Em 2025, Mariana atuou no Juizado da 1ª Vara Regional de Garantias na Comarca de Porto Alegre e, em seguida, na 1ª e 2ª Vara Criminal de São Luiz Gonzaga. Ela foi designada para a Vara Criminal de Sapiranga em fevereiro deste ano.

No início de março, a juíza se reuniu com autoridades da Polícia Civil para discutir temas relacionados à violência doméstica, incluindo o fluxo de procedimentos, medidas protetivas de urgência e o uso de tornozeleiras eletrônicas.

Profissionais que atuaram com Mariana destacaram o entusiasmo com que a juíza atuava. “Com profunda tristeza nos despedimos da magistrada Mariana Francisco Ferreira, colega que marcou sua passagem pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul pelo zelo na apreciação das causas, pelo comprometimento com a efetividade das decisões e pelo entusiasmo e sensibilidade no exercício de suas funções”, disse a juíza-corregedora Viviane Castaldello Busatto, responsável pela comarca de Sapiranga.

O presidente da Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris), Daniel Neves Pereira, também relembrou as qualidades da profissional. “Mariana era uma colega muito querida, cheia de vida e de entusiasmo pela magistratura. Sua partida causa profunda consternação em todos nós”, afirmou.

O tribunal gaúcho decretou luto oficial de três dias e determinou que as bandeiras fossem hasteadas a meio-mastro nos prédios do Tribunal e do Palácio da Justiça.

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🤳 Reprodução/TJRS

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