No plenário desta terça, a briga mudou de alvo. Depois do choque com Alexandre de Moraes, André Mendonça virou-se para Gilmar Mendes. O recado foi seco: “não aponte o dedo para mim”. O decano, aliado do grupo que quer barrar o inquérito, tentou pautar o tom. Mendonça não aceitou aula no microfone.
Gilmar já vinha cobrando acesso ao celular de Vorcaro, falando em “erro crasso” e em assimetria de provas. Na sessão, Fachin chegou a rebater Gilmar e Dino sobre a relatoria. O clima é o de sempre neste caso: uma ala tenta deslocar o foco de Moraes para a conduta de quem tirou o sigilo. Mendonça empurra de volta.
A frase vale como fronteira. O ministro que levou o relatório da PF ao plenário recusa ser tratado como réu do processo que ele mesmo escancarou. Moraes é o alvo da pauta. Gilmar é o peso político do outro lado. O dedo apontado, desta vez, não passou sem resposta.
















