A Justiça de Mato Grosso negou o pedido de absolvição sumária de quatro policiais militares da Rotam acusados de executar um jovem, tentar matar outras duas pessoas e forjar um confronto armado para encobrir os crimes, em Cuiabá. A decisão foi proferida pelo juiz Marcos Faleiros da Silva, da 14ª Vara Criminal.
Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), os fatos ocorreram na madrugada de 12 de julho de 2024, no Contorno Leste. Após os disparos, os policiais teriam simulado uma troca de tiros para ocultar que a arma utilizada era a mesma empregada no assassinato do advogado Renato Gomes Nery, morto uma semana antes.
Ao rejeitar o pedido da defesa, o magistrado afirmou que o processo reúne provas suficientes para prosseguir. Entre elas, está um laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que aponta compatibilidade balística entre a pistola apreendida com os policiais e a arma utilizada na execução do advogado.
O juiz também autorizou o compartilhamento de provas e depoimentos produzidos em processos relacionados, incluindo registros audiovisuais, mas negou o acesso da defesa aos dados brutos extraídos dos celulares dos investigados.
Os quatro policiais seguem respondendo à ação penal e deverão comparecer ao Fórum de Cuiabá no dia 19 de agosto, quando será realizada a audiência de instrução do processo.
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