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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Policiais indiciados no caso Juan esperam chegada de ordem de prisão no quartel, diz PM

Indiciados serão encaminhados para a Unidade Prisional de Benfica

A Polícia Militar do Rio de Janeiro informou na tarde desta quinta-feira (21) que os quatro policiais indiciados pela morte do menino Juan de Moraes, de 11 anos, aguardavam a chegada da ordem de prisão para que sejam encaminhados para a Unidade Prisional de Benfica, na zona norte da capital fluminense. O mandado de prisão já está nas mãos de um oficial de Justiça, porém até as 16h50 dessa tarde, o oficial ainda não havia chegado ao Quartel Central da PM, no centro do Rio.


O advogado dos suspeitos, Edson Ferreira, informou que, nesta quinta-feira, os policiais se apresentaram para trabalhar no local, onde passaram a atuar após serem afastados das atividades policiais no 20º BPM (Mesquita).

- O mandado já foi expedido e deve ser cumprido nesta tarde [quinta-feira, dia 21]. O pedido foi muito bem formulado pelo delegado de polícia e foi bem muito bem referendado pelo Ministério Público. O papel do Poder Judiciário é aplicar a justiça. Na hipótese, houve fundamento suficiente para [expedir] a prisão de forma que eu apenas fiz com que a justiça fosse cumprida. Eles estando lá [Quartel Central] e com o mandado de prisão expedido, eles podem imediatamente ser presos.


De acordo com o juiz, o mandado tem duração de 30 dias e pode ser prorrogado, caso as investigações apontem a necessidade de mais explicações. Após a expedição do mandado, o advogado dos PMs informou que só deve se manifestar sobre se vai recorrer da prisão na sexta-feira (22).


Na noite de quarta-feira (20), o juiz decretou a prisão temporária dos quatro PMs, alegando que “já existe prova da existência do crime e que há fortes indícios de autoria”. No despacho em que justifica a decisão, o magistrado considera que a prisão temporária dos policiais é importante, porque a liberdade dos PMs provoca temor em vítimas e testemunhas, “capazes de trazer elementos para a elucidação dos fatos”.


O juiz explica que muitas pessoas deixam de prestar depoimento ou falam sobre o caso sem se identificar e lembra que vítimas e familiares de Juan foram incluídos em programa de proteção a testemunhas. Márcio Alexandre considera a prisão dos PMs essencial para o bom curso das investigações, que ainda não foram concluídas, e pondera: “se o próprio corpo como prova pôde ser manipulado, o que dirá de outras provas".


Por fim, o magistrado pede que os policiais Isaías Souza do Carmo, Edilberto Barros do Nascimento, Ubirani Soares e Rubens da Silva permaneçam separados dos demais detentos enquanto estiverem presos.


O advogado Edson Ferreira alega que os quatro policiais são inocentes. Ele afirmou que todos vão se entregar assim que receberem a ordem judicial.


Sobre o caso:

O corpo de Juan foi encontrado dez dias depois da ação na comunidade Danon, às margens do rio Botas, em Belford Roxo, também na Baixada Fluminense.

As investigações para apurar quem matou o menino estão colocando em lados opostos as polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro. As duas instituições defendem versões diferentes para o mesmo crime.

Em depoimento, os policiais militares, investigados pela morte de Juan, disseram que teria havido intenso confronto com traficantes na favela, mas peritos não encontraram indícios de troca de tiros na direção onde os PMs estavam posicionados.

A perícia de local não detectou vestígio de cápsulas ou qualquer marca de perfuração que provasse que tiros foram disparados na direção dos PMs.

No dia 9 de julho, policiais fizeram a reconstituição do crime, com a participação dos policiais suspeitos.


Informações Obitidas Por http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro

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